Perguntas Frequentes

Quais as aplicações dos tecidos distribuídos pelo BT do IPST?

Os tecidos distribuídos pelo BT do IPST têm aplicações muito diversas desde oftalmologia, à cirurgia cardíaca, e ortopedia, e podem ser consultadas com mais detalhe Aqui.

 

Quais os tecidos processados pelo BT do IPST?

O BT do IPST processa, analisa, armazena e distribui os seguintes tecidos:

  • Válvulas Cardíacas
  • Tecido Músculo-Esquelético;
  • Pele;
  • Membrana amniótica

Informações mais detalhadas podem ser consultadas Aqui

 

Como é realizada a colheita de tecidos humanos?

No caso dos dadores vivos os procedimentos de colheita são assegurados pelos médicos/cirurgiões.

A colheita de tecidos em dadores cadáveres é efetuada por profissionais de saúde devidamente treinados e qualificados, e é realizada em instalações que assegurem as condições de assepsia durante o procedimento. Uma das obrigações das equipas de colheita, é assegurar a reconstrução do corpo do dador cadáver reconstituindo a sua aparência inicial, e tratar o cadáver com o devido respeito e dignidade.

Em ambos os casos apenas os hospitais (unidades de colheita) autorizados pela Autoridade Competente (Direção-Geral da Saúde) podem realizar a atividade de colheita de tecidos, assegurando assim que são cumpridos todos os requisitos de qualidade e segurança associados a estes procedimentos.

 

Quem pode doar tecidos humanos?

Os tecidos humanos podem ser colhidos em dadores cadáveres e dadores vivos.

Dadores cadáveres de tecidos:

Podem ser os dadores de órgãos a quem são retirados tecidos (dadores em morte cerebral), ou dadores a quem não podem ser colhidos órgãos mas que se qualificam para a dádiva de tecidos (dadores em coração parado)

Dadores vivos de tecidos:

Os utentes que se submetem a determinados tipos de cirurgia das quais resultam resíduos cirúrgicos passíveis de serem doados, e expressam previamente o seu consentimento para a doação.

Os dadores vivos mais comuns são:

  • Utentes submetidos a artoplastia da anca (prótese total da anca) resultando como resíduo cirúrgico a cabeça de fémur;
  • Parturientes que realizam cesariana electiva, resultando no aproveitamento da placenta para processamento em membrana amniótica;
  • Doentes que recebem um transplante cardíaco, podendo, eventualmente, o coração do recetor (resíduo cirúrgico) ser utilizado na preparação de válvulas cardíacas.

Para minimizar o risco de transmissão de doenças aos recetores, todos os dadores são avaliados e selecionados por profissionais de saúde devidamente treinados, realizando-se vários testes analíticos e de controlo de qualidade dos tecidos.