Perguntas Frequentes

Só se pode dar medula óssea uma vez?

Não, a medula é um tecido que se regenera rapidamente, pelo que é possível fazer mais do que uma dádiva.

 

Quem paga o processo da doação?

Todos os procedimentos médicos que envolvem a doação são cobertos pelo subsistema de saúde do doente, bem como as viagens e outros custos não médicos.

Os únicos custos que poderão vir a ser imputados ao dador são os referentes ao tempo que necessita despender no processo de doação.

 

Pode um dador desistir do processo após saber que é compatível com um doente?

Um potencial dador com compatibilidade com um doente que necessite de transplante de medula pode por diversas razões retirar-se do processo. Como voluntário o dador não tem nenhuma obrigação legal. As decisões individuais serão sempre respeitadas.

Contudo, uma decisão tardia relativamente à desistência pode ter riscos muito graves para o doente. Uma mudança de atitude no final do processo pode ser fatal para um doente que está a fazer preparação para o transplante.

É perfeitamente natural que apareçam dúvidas e hesitações ou mesmo recusas quando um dador é contactado mas logo que ponderados todos os prós e contras, deverá tomar uma decisão e saber que, se for alterada tardiamente, irá afectar não só o próprio mas também o doente.

 

Qual a probabilidade de encontrar um dador compatível?

Considerando todas estas abordagens, aproximadamente 80% de todos os doentes têm, pelo menos, um potencial dador compatível.

Esta percentagem subiu significativamente (em 1991 era 41%) depois do esforço que foi feito mundialmente no recrutamento de dadores.

No entanto, é preciso notar que nem todos os doentes para os quais foi identificado um dador idêntico chegam à fase do transplante.

 

O que é a medula óssea?

O que é a medula óssea?

A medula óssea é um tecido de consistência mole que preenche o interior dos ossos longos e as cavidades esponjosas de ossos, como por exemplo os da bacia. É nesse tecido que existem células progenitoras, ou seja, com capacidade para se diferenciarem e dar origem a qualquer célula do sangue periférico, as chamadas “stem cell” dos autores ingleses ou células progenitoras/estaminais em português. Estas células renovam-se constantemente mantendo um número relativamente constante em qualquer momento.

 

Apesar de genericamente se falar de transplantação de medula óssea, de facto o que se faz é uma reinfusão ou transfusão no doente de células progenitoras da medula do dador.

 

Estas células saudáveis vão substituir as células doentes e são responsáveis pela formação de novas células saudáveis. Contudo, para que o transplante tenha sucesso, as células saudáveis devem ser o mais possível compatíveis com as células do doente.

 

Existem três tipos de células utilizadas para transplantação de medula:

Colheita a partir da Medula Óssea:

Células progenitoras colhidas do interior dos ossos pélvicos. Requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização.

Células Progenitoras de Sangue Periférico:

Colheita feita no sangue periférico, geralmente a partir de uma veia do braço, através de um processo chamado aférese, em que o dador tem de tomar previamente um medicamento que é um factor de crescimento que vai fazer aumentar a produção e circulação de células progenitoras no sangue periférico.

Células do Cordão Umbilical:

O IPST integra igualmente as atividades de Banco Público de Células do Cordão Umbilical.

O sangue do cordão umbilical é o sangue existente nos vasos da placenta e no cordão umbilical, habitualmente rejeitado mas que pode ser colhido após o nascimento.

O sangue do cordão umbilical é rico em células que por se apresentarem num estado muito imaturo, têm uma elevada capacidade de se dividirem e de auto-renovação, estas células são designadas por células progenitoras hematopoiéticas - e que têm o potencial para dar origem a todas as células constituintes do sangue. (mais informações)