Medicina Laboratorial Transplantação

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URGÊNCIA

Esta atividade, é transversal a todos os laboratórios dos Centros de Sangue e da Transplantação do IPST,IP – área funcional da transplantação, e visa garantir a seleção dos melhores pares dador-recetor para transplantação de órgãos e desenvolve-se em estreita colaboração com os GCCOT hospitalares e respetivas unidades de transplantação (renal, pancreática, hepática, pulmonar, cardíaca e de córnea).

Após referenciação de um potencial dador cadáver pelos Gabinetes de Coordenação de Colheita e Transplantação, os estudos imunológicos e de compatibilidade são assegurados por equipas dos 3 Centros de Sangue e da Transplantação - área funcional da transplantação (CST-T) de Porto, Coimbra e Lisboa, que se encontram de prevenção 24 horas por dia, todos os dias do ano.

As análises laboratoriais efetuadas aos potenciais dadores são as seguintes:

  • Grupo AB0Rh (D)
  • Genotipagem HLA: A, B, C, DR, DQ
  • Marcadores virais: HBsAg, Anti-HBc(IgM), Anti-HBc, (Anti-HBs quando Anti-HBc seja positivo), Anti-HCV, Anti-HIV1 e 2, Anti-CMV, Anti HTLV I/II, Serologia da Sífilis.
  • Cross-match antilinfocitário

O estudo do potencial dador só progride após validação dos marcadores da infeção de acordo com a legislação em vigor. Os resultados dos estudos efetuados aos dadores são registados em sistema informático de âmbito nacional. Nesta base de dados, já se encontram registados os dados de identificação e analíticos referentes aos candidatos que aguardam um transplante nomeadamente: tipagem tecidular HLA, alossensibilização anti-HLA, tempo em terapia de substituição renal, idade, estudos de virologia e situação clínica do candidato (fornecida pelas unidades de transplantação), entre outros.

O algoritmo de seleção para transplante renal, efetuado com base na legislação em vigor, gera automaticamente a lista hierarquizada, pontuável, dos melhores candidatos para o dador em causa.

Escolhidos os recetores com maior pontuação para cada dador, é ainda necessário fazer um último teste laboratorial, eliminatório e que garanta ou minimize o risco de rejeição imediata após o transplante. Esse teste é designado prova cruzada, ou usando o anglicismo: Crossmatch.

Apenas os candidatos que tenham o crossmatch negativo serão finalmente considerados elegíveis para o transplante.

Uma vez escolhidos os candidatos a transplantação, são informadas as Unidades de Transplantação onde os doentes estão inscritos em consulta periódica a fim de procederem aos contactos e avaliação clínica dos candidatos selecionados a fim de iniciarem o processo de preparação para a transplantação.