O que é a medula óssea?

A medula óssea é um tecido de consistência mole que preenche o interior dos ossos longos e as cavidades esponjosas de ossos, como por exemplo os da bacia. É nesse tecido que existem células progenitoras, ou seja, com capacidade para se diferenciarem e dar origem a qualquer célula do sangue periférico, as chamadas “stem cell” dos autores ingleses ou células progenitoras/estaminais em português. Estas células renovam-se constantemente mantendo um número relativamente constante em qualquer momento.

Apesar de genericamente se falar de transplantação de medula óssea, de facto o que se faz é uma reinfusão ou transfusão no doente de células progenitoras da medula do dador.

Estas células saudáveis vão substituir as células doentes e são responsáveis pela formação de novas células saudáveis. Contudo, para que o transplante tenha sucesso, as células saudáveis devem ser o mais possível compatíveis com as células do doente.

Existem três tipos de células utilizadas para transplantação de medula:

Colheita a partir da Medula Óssea:

Células progenitoras colhidas do interior dos ossos pélvicos. Requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização.

Células Progenitoras de Sangue Periférico:

Colheita feita no sangue periférico, geralmente a partir de uma veia do braço, através de um processo chamado aférese, em que o dador tem de tomar previamente um medicamento que é um factor de crescimento que vai fazer aumentar a produção e circulação de células progenitoras no sangue periférico.

Células do Cordão Umbilical:

O IPST integra igualmente as atividades de Banco Público de Células do Cordão Umbilical.

O sangue do cordão umbilical é o sangue existente nos vasos da placenta e no cordão umbilical, habitualmente rejeitado mas que pode ser colhido após o nascimento.

O sangue do cordão umbilical é rico em células que por se apresentarem num estado muito imaturo, têm uma elevada capacidade de se dividirem e de auto-renovação, estas células são designadas por células progenitoras hematopoiéticas - e que têm o potencial para dar origem a todas as células constituintes do sangue.