Comemora-se hoje o Dia Nacional do Dador de Sangue. O IPST com esta iniciativa pretende uma vez mais homenagear todos aqueles que, direta ou indiretamente, estão e estiveram envolvidos na dádiva de sangue e componentes sanguíneos.

Gostaríamos no entanto de dedicar este evento não só aos Dadores como também aos Doentes, às Federações e Associações de Dadores Benévolos de Sangue, a todas as organizações da sociedade civil que colaboram com o IPST no âmbito da promoção da dádiva e da literacia em saúde.

A dádiva de sangue é um gesto essencial para a Vida, é um gesto essencial para que todos os dias, nos hospitais portugueses, seja possível assegurar o tratamento de muitos doentes.

Desde 2019 que não era possível ao Conselho Diretivo do IPST comemorar este dia presencialmente. O ano de 2020 trouxe-nos um enorme desafio, a pandemia COVID-19, e embora tenhamos procurado minimizar o seu impacto com planos de contingência ajustáveis à realidade, sempre com o foco na resposta à necessidade dos doentes, a dádiva e a transfusão de sangue e componentes sanguíneos sofreram em 2020 uma redução de 7%.

No entanto a solidariedade para com o próximo sobrepôs-se às contingências e em 2021, nos três Centros de Sangue e Transplantação do IPST (que representam 60% da colheita a nível nacional), as dádivas de sangue aumentaram 7,8% relativamente a 2020 e 1,7% em relação a 2019, quando ainda não se tinha instalado a situação pandémica por COVID-19.

Durante os anos de 2020 e 2021 as reservas de sangue mantiveram sempre níveis que permitiram dar resposta às necessidades existentes.

É pois tempo de agradecer. Como se agradece a Vida? Como se agradece a possibilidade de um futuro? Como se agradece a possibilidade de continuar a sonhar? Em Portugal a dádiva de sangue é um gesto voluntário, altruísta e não remunerado e agradecemos publicamente, neste dia, a todos aqueles que, sem nada receberem, altruisticamente e benevolamente, ajudam a dar vida à vida, ajudam a salvar vidas.

Precisava de uma palavra muito maior que Obrigada para agradecer tanto carinho e a dádiva da Vida, não a tendo encontrado, em nome do IPST e de todos os doentes, o meu enorme Muito Obrigada a todos os dadores.

Deixamos também os nossos agradecimentos às Federações e Associações de Dadores de Sangue, aos Clubes de Futebol e aos Mensageiros da Dádiva representados este ano pela Jornalista Andreia Vale.

O Desporto e os muitos espetadores das atividades desportivas revelaram-se uma sinergia muito necessária para o recrutamento de novos Dadores de Sangue. Assim, gostaria de relevar a assinatura de protocolos entre o IPST e os vários Clubes aqui representados e a sua importância estratégica nos períodos mais críticos para a dádiva de sangue.

Deixo ainda uma palavra de agradecimento a todos os profissionais que tornam possível a dádiva e a transfusão em Portugal, ao seu trabalho, empenho e continuada dedicação! É para mim um enorme privilégio ser uma pequena peça desta enorme Rede de Solidariedade!

Nestes últimos dois anos o IPST, teve sempre como objetivos a segurança das pessoas dadoras e recetoras, o aproveitamento do sangue colhido e a sustentabilidade do sistema.

Assim gostaria de realçar, no âmbito do trabalho realizado, o estudo clínico relativo a Plasma Convalescente, a continuidade em pleno período pandémico do Programa Estratégico para Aproveitamento do Plasma Nacional, a atualização da Norma 009/2016 da Direção Geral da Saúde, a revisão e atualização do Manual do Triagem Clínica e do questionário para a dádiva de sangue bem como a implementação do Programa de Gestão de Sangue do Doente nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. A avaliação das pessoas candidatas a dádiva de sangue baseia-se agora na avaliação individual do risco relacionado com os seus comportamentos. Na Europa para além de Portugal, apenas Espanha, Itália, Áustria e Letónia (que seja do nosso conhecimento) tinham já em vigor esta avaliação. O Reino Unido atualizou os seus critérios a 14 de junho de 2021, os Países Baixos em Setembro e a França já em março de 2022.

Associado á atualização da Norma e do Manual de Triagem Clínica está em curso a formação sobre elegibilidade de pessoas candidatas à dádiva destinada a profissionais de saúde, com mais de 300 inscritos. Está também disponível na plataforma NAU o curso, com a mesma designação, destinado á população em geral, particularmente aos potenciais candidatos à dádiva de sangue, com cerca de 1300 inscritos.

Agradecemos pois às organizações da sociedade civil defensoras dos direitos das pessoas LGBTI pelo enorme espaço de discussão e crescimento e pela sua participação ativa em todas as iniciativas formativas.

Para além de agradecer queremos ainda, neste dia, aumentar a consciência pública sobre a necessidade da dádiva de sangue regular e encorajar os jovens a aderir a esta causa.

Quantas são e quem são as pessoas dadoras? Em 2020, última informação disponível a nível nacional, realizaram dádivas de sangue 188 601 pessoas e mantinha-se a tendência verificada desde 2008 da diminuição do número de dádivas e de pessoas dadoras. A proporção de dadores de primeira vez sofreu no entanto, nesse ano, uma inversão relativamente á à tendência verificada nos últimos anos, com um aumento de dadores de primeira vez de 1,9% em relação ao ano anterior.

As alterações demográficas, com uma população cada vez mais envelhecida, e as migrações têm naturalmente impacto no número de dadores. De acordo com os dados preliminares do Census de 2021, para além de uma redução global de cerca de 2%, verifica-se em Portugal um aumento da população com 65 e mais anos e mantêm-se os fluxos migratórios especialmente da população em idade ativa.

No que se refere à distribuição etária dos dadores, a média de idades tem-se mantido estável ao longo dos anos, mantendo-se a tendência verificada desde 2012 do aumento da frequência relativa de pessoas dadoras nos grupos etários dos 18 aos 24 anos e dos 45 aos 65 anos, com uma diminuição sustentada dos dadores dos grupos etários dos 25 aos 44 anos, isto é das pessoas em idade ativa.

Importa pois olhar o futuro com redobrado ânimo, preparar o Regresso ao Futuro. Para o futuro pretendemos corrigir os desequilíbrios demográficos com recurso à sensibilização das camadas mais jovens da população. Considera-se, assim, de extrema importância promover a cidadania participativa e a dádiva de sangue junto dos jovens e dos jovens adultos, grupos populacionais cheios de iniciativa, criatividade e entusiasmo, tornando-se necessário a adaptação às novas dinâmicas da vida social e encontrando novos meios e linguagens que promovam a adesão a esta causa.

Neste contexto o IPST convidou os representantes do movimento associativo, cujo conhecimento de proximidade é tão importante; a apresentar uma comunicação sobre as “Novas tecnologias e redes sociais na Promoção da Dádiva de Sangue junto dos jovens”, apresenta hoje a nova app para o Cartão Nacional de Dador da responsabilidade da Agência para a Modernização Administrativa e homenageia também hoje os jovens, entre os 18 e os 20 anos, que mais dádivas realizaram, no biénio 2020/2021 na nossa instituição.

Por último deixo-vos um convite e um desafio. Embora a situação da reserva estratégica nacional esteja neste momento estável, reitero o convite para que realizem as vossas dádivas de forma regular e faseada, uma vez que só assim será possível garantir a distribuição constante de unidades de sangue aos hospitais.

Deixo-vos ainda, a todos, o desafio de continuarem a ser arautos da esperança e cidadania participada.

Precisamos da vossa força solidária! Precisamos de: + Pessoas Dadoras de Sangue; + Jovens; + Dádivas. Os doentes agradecem, + Sangue, + Vida.

 

Maria Antónia Escoval

Presidente do Conselho Diretivo

27 Março 2022

 

O IPST,IP comemora, no próximo dia 27 de março, o Dia Nacional do Dador de Sangue, com um agradecimento público aos dadores de sangue sob o lema: Agradecemos a sua Força Solidária. As comemorações oficiais decorrerão no auditório do CEDACE em Lisboa (Hospital Pulido Valente), a partir das 10h45.

Estas comemorações, ajustadas ao atual contexto pandémico, regressam ao formato presencial, pois importa destacar todos aqueles que com a sua dádiva de sangue ajudam a Salvar Vidas.

Assim, o IPST destacará o contributo de vários dadores jovens, que no biénio de 2020/21 efeturam o seu maior número de dádivas de sangue, estimulando desta forma o tão importante rejuvenescimento do painel dos dadores de sangue.

O programa das comemorações refletirá esta aposta: apresentação do cartão digital do dador de sangue e novas tecnologias e redes sociais na Promoção da Dádiva de Sangue junto dos jovens; bem como o alargamento do painel de dadores através da colaboração das ONG das comunidades LGBTI+ e de protocolos de promoção da dádiva de sangue com diversos Clubes de Futebol.

Após a criação da figura do Mensageiro da Dádiva em 2021 (figuras públicas que dão sangue e promovem a dádiva de sangue, de forma voluntária e altruísta), o IPST atribui este ano esta “missão”, pelo apoio constante a esta causa, à jornalista Andreia Vale.

Finalmente, serão apresentadas as propostas visuais da próxima campanha de promoção da dádiva de sangue, com a seguinte mensagem: Precisamos da sua força solidária. Precisamos de: + Pessoas Dadoras de Sangue; + Jovens; + Dádivas. Os doentes agradecem, + Sangue, + Vida.

Lisboa, 25 de março 2022

 

 

Portugal vai enviar esta semana para a Ucrânia medicamentos no valor de cerca de 200 mil euros doados por empresas farmacêuticas e componentes sanguíneos de dadores portugueses.

A informação foi avançada pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, que referiu que «durante esta semana, quarta ou quinta-feira, sairá um contingente privado no valor aproximado de 200 a 250 mil euros e que contempla igualmente soros, antibióticos, analgésicos, corticosteroides que foram doados por diferentes casas farmacêuticas».

O governante informou ainda que serão enviadas 500 unidades de plasma fresco congelado de quarentena, 2.000 unidades de plasma tratado por solvente detergente do grupo A e 10.000 unidades de albumina humana. Estes componentes sanguíneos destinam-se fundamentalmente para ajudar situações de politraumatizados e queimados.

Sobre a disponibilidade manifestada por médicos portugueses e ucranianos para apoiarem os refugiados e as vítimas da ofensiva militar, Lacerda Sales afirmou que «o Ministério da Saúde tem sempre prontidão, através do INEM, o seu módulo de Emergência Médica e profissionais», caso seja necessário. «É uma equipa de cerca de 30 profissionais, mas se houver necessidade de ajustar ou de aumentar esse número também se faz», assegurou.

Portugal disponibilizou 603 camas em hospitais do Serviço Nacional de Saúde para doentes emergentes, das quais 495 em enfermaria e 108 camas em unidades de cuidados intensivos. Foram ainda disponibilizadas 12 camas pediátricas de oncologia solicitadas pelo Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

As camas estão dispersas por diferentes pontos do país, mas a maioria localiza-se nos «maiores hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra», disse, ressalvando que a solicitação de camas «é ajustável e dinâmica» em função das necessidades ao longo do país.

Perante a baixa cobertura vacinal contra a Covid-19 do povo ucraniano, que ronda os 35%, o Secretário de Estado assegurou que Portugal disponibiliza «todos os mecanismos possíveis para vacinar quem o quiser fazer».

Explicou que será feito uma avaliação do estado vacinal das pessoas que chegam, a quem é atribuído um número de utente definitivo, para poderem ter «a melhor assistência aos cuidados de saúde». Depois de esse levantamento ser feito, as pessoas que quiserem poderão ser vacinadas através do processo de agendamento central ou de casa aberta.

Esta é a segunda remessa de ajuda humanitária enviada por Portugal, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A primeira seguiu no dia 3 de março por transporte terrestre para um armazém na Polónia junto à fronteira com a Ucrânia e incluía 204 mil unidades de medicamentos de uso hospitalar e de ambulatório, entre os quais antibióticos, medicamentos analgésicos, soros para hidratação, bem como 416 mil seringas e agulhas, no valor de 100 mil euros.

 

Portugal enviou hoje, 3 de março, medicamentos e material médico, no valor de cerca de 100 mil euros, no âmbito da ajuda à Ucrânia, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Esta remessa, enviada por transporte terrestre para um armazém na Polónia junto à fronteira com a Ucrânia, inclui 204 mil unidades de medicamentos de uso hospitalar e de ambulatório, entre os quais antibióticos, medicamentos para a dor, soros para hidratação, bem como 416 mil seringas e agulhas, entre outros produtos.

Esta é a primeira de várias doações que estão a ser preparadas, com o apoio e a colaboração das associações da área do medicamento e dos dispositivos médicos em conformidade com listagens de necessidades de bens e serviços expressos pela Comissão Europeia e pelas autoridades nacionais dos Estados-membros. Além das doações que integram esta remessa, estão ainda em preparação envios adicionais de produtos provenientes de laboratórios farmacêuticos nacionais.

Através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, foi ainda doado material de alojamento temporário de emergência, nomeadamente 1.000 cobertores, 1.000 fronhas e 850 lençóis; 5.000 rações alimentares; 500 kits de cozinha e 3.600 utensílios de cozinha inox; 4.050 utensílios para alimentação descartáveis; 500 esteiras; e 500 kits de higiene.

Portugal disponibilizou também 603 camas em unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para doentes emergentes, cujo tratamento já não possa ser garantido nos hospitais da Ucrânia, das quais 495 camas de enfermaria e 108 camas em unidades de cuidados intensivos (adultos, pediátricas, neonatais e queimados).

O número de camas poderá ser alargado, consoante as necessidades e a capacidade disponível, sendo de destacar a rápida resposta solidária das unidades hospitalares às solicitações provocadas pela situação emergente verificada nos últimos dias.

O Ministério da Saúde solicitou também a colaboração do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que tem em prontidão o seu módulo de emergência médica e profissionais – PT EMT, caso venha a ser acionado através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Serão disponibilizados, num envio posterior, componentes sanguíneos e medicamentos derivados do plasma proveniente de dadores de sangue, concretamente: 500 unidades de plasma fresco congelado de quarentena, 2.000 unidades de plasma tratado por solvente detergente do grupo A e 10.000 unidades de albumina humana para politraumatizados e queimados.

As doações de medicamentos e dispositivos médicos devem ser coordenadas por entidades oficiais, não só para responder às necessidades elencadas pelo país recetor, mas também para garantir o acondicionamento adequado, sem pôr em causa a qualidade e a segurança dos artigos.

 

O IPST agradece publicamente e demonstra o seu alto apreço, a Sua Exa. O Sr. Presidente da República e ao Sr. Dr. António Sales, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, pelo seu apoio, na qualidade de Mensageiros da Dádiva, à promoção da Dádiva de Sangue, comprovando assim que este gesto humano e solidário é verdadeiramente uma causa de todos nós.